DOCES LEMBRANÇAS JUNINAS

DOCES LEMBRANÇAS JUNINAS

Por Angélica Kenes Nicoletti

Junho é uma tentação para quem gosta de doces. No caso, eu!
É como aquela expressão: ‘somar fome com vontade de comer’.
Motivos não faltam: afinal faz frio e as festas juninas têm, convenhamos, um quê de lembranças da infância.

Você pode atualmente nem dançar a quadrilha, mas as lembranças da sua época de caipirinha, ah, isso você tem. E com elas, as tentações e travessuras, tipo soltar biribinhas que fazem aqueles estalos bem engraçados e inocentes. Bombinhas, bem essas não tenho a menor saudade, bem como dos rojões que me fazem sentir ter passado por uma guerra. Também fico atenta aos animais. Estes ficam sem saber onde buscar refúgio. Exceção para o uso (para mim, claro) restrito ao Réveillon, quando todos esperam a contagem regressiva na passagem de ano e pronto. No mais, estou fora. E ponto!

Mas, voltemos às doces lembranças. Aliás, voltemos literalmente a elas. Para festejar os santos Antônio, João e Pedro e, ao mesmo tempo, a chegada das férias escolares do meio de ano, temos três ingredientes que são um show de criatividade. Fico até imaginando que os grandes chefs de cozinha de outros países devem ficar atônitos com tamanha quantidade de receitas caipiras feitas a partir do amendoim, do coco e do milho.

De cabeça, lembro com certa imparcialidade na hora de citar a ordem dos quitutes: paçoquinha, canjica, curau, pamonha, cocada, maria-mole, suco de milho, bombocado, queijadinha e bolo de fubá.

Também não vou esquecer a mandioca, o arroz, a batata-doce e a abóbora. Quando combinados com os ingredientes acima multiplicam por dezenas as possibilidades de alegrar uma bela festa junina. Afinal, canjica com amendoim, doce de fubá com leite de coco, quadradinho de abóbora com coco, cocadinha de milho verde são algumas receitas que fazem querer ir para a cozinha e me atrever a criar uma nova combinação. Se não conseguir, ok, o aroma de canela já vale a pena.

Em tempo: só não me atrevo cozinhar a maçã do amor. Esta, pela lembrança, era oferecida para quando éramos um pouco mais crescidinhas pelos caipirinhas que nos mandavam o tão esperado correio-elegante.